sábado, novembro 19, 2011

Eu não entendo os namoros de hoje em dia. Digo, a maioria deles. Prefiro distância, prefiro estar "sozinho". Eu sei que, do pequeno número de pessoas a ler esse texto, grande parte delas vai me chamar de 'mal amado'. 

Eu só sou exigente quando se trata de gostar de alguém. Não é simplesmente tentar. Eu não quero tentar quando sei que não vai dar certo. Quando você não gosta o suficiente de alguém que o faça mudar sua própria filosofia, então não existe o "tentar" com ela. E eu sou assim. Eu não gosto de ninguém. Nesse sentido, é claro. Eu não me imagino dividindo a cama com absolutamente ninguém. Sexo, é claro, está a parte disso. E é melhor assim, porque quando o sexo está relacionado ao amor, geralmente não envolve selvageria. 

Pra começo de "interesse" por alguém, ela precisa, primeiramente, me tirar do tédio. Me liga, me visita, me manda uma mensagem no MSN. Qualquer coisa. Me tira do tédio. Não aguento a rotina, o previsível e o roteiro a ser seguido. Eu gosto de ir contra o roteiro. Eu gosto de quebrar algumas regras em apresentação. É chato assistir uma peça/show/filme quando você sabe exatamente tudo o que vai acontecer. Passo após passo. É isso. Me tira do tédio.

Depois, mexe comigo. Mexe muito. Mexe a ponto de me apegar a você. E isso não tem nada a ver com corpo definido ou popularidade. Tem a ver com conteúdo, mesmo. A pessoa se torna linda quando eu vejo seu last.fm, e vejo, ainda, que ela gosta de Snow Patrol. 

Me provoque. Eu não preciso de alguém tímido ou com medo. Eu preciso de alguém que consiga o que quase ninguém consegue: me tirar do controle. Enquanto eu tiver o controle, absolutamente nada vai acontecer. Eu preciso de controle. É algo sobre meu orgulho. E é quando eu digo que "preciso" que aparece um enigma. Preciso? Preciso só pela minha zona de conforto? Talvez. Mas a partir do momento que alguém me tira do controle da situação, então é quando eu passo a prestar atenção nesse alguém. 


Por isso, o que vocês chamam de ser 'mal amado', eu chamo de seleção. Ficar é uma coisa. Desde que tenha dinheiro ou fetiche envolvido, por que não? Mas gostar de alguém? Assumir algum compromisso sério com alguém? Bem... Isso vai além dos meus planos.

Bobagens a parte, eu tô morrendo de sono e, nesse exato momento, em alguma maldita casa na minha rua, há uma música em último volume, na qual o brilhante cantor declara: "É só meter que ela fica animadinha". 

PS.: Ah. Eu não revisei o texto, porque não me importo em errar na gramática. Eu não estou escrevendo para um vestibular. E se você não gostou, é só meter que passa. É só meter que fica animadinho. É isso aí. Boa noite, flw. 
ATENÇÃO: Os textos abaixo foram escritos em uma época em que eu ainda me importava em medir palavras, atitudes e certas imagens. Desconsidere-os, se assim preferir. Só os deixei visíveis, porque eu realmente gosto de guardar lembranças. 



sexta-feira, novembro 18, 2011


"All this time we were wainting for each other..." Estava ouvindo OneRepublic nesse final de final de semana. (?) Inclusive, muito bom. Daqueles que você se lembra pra sempre, um dos melhores, fazia tempo que não me divertia tanto.
Mas vamos ao texto que eu quero escrever.
Algumas pessoas têm predisposição a ficar sozinhas. Parece cruel, mas é assim. Algumas pessoas - e para felicidade de muita gente, são raros esses números - não têm vocação para constituir família, ter alguém do seu lado, ter filhos, ser presente na sua família (para pais e mães) e tampouco para levar uma vida considerada normal, na qual de segunda à sexta você trabalha e de domingo vai à missa.
Algumas pessoas, simplesmente, não pertencem a lugar nenhum. Eu sou uma delas, pelo menos por enquanto, e espero, confiantemente, que consiga "aturar" a pressão dos meus pais e o peso que é morar sob o mesmo teto de pessoas que pensam completamente o oposto que você. Impressionantemente, há um fato: em pouco tempo, tudo pode mudar. / Minha visão mudou. Meu jeito, algumas características mudaram. Se eu já estava meio "fechado" para o mundo, agora, então, não quero mais saber daqueles que não "somam" comigo.
Quando você conhece o mundo de verdade, não precisa de muito mais pra saber se sua vida é ou não uma pura fantasia construída por si mesmo. E, pasmem! É. A maioria da nossa realidade não é tão real assim. É egoísmo demais. É egoísmo, egocentrismo, ego. Ego. Algumas pessoas pensam que frequentar alguma igreja ou ser de alguma religião muda alguma coisa. Acordem! É tudo psicológico. Deus está dentro de nós como energia, e nós alimentamos essa energia. Pois é. Chamem do que quiser - alguns chamam de vaca -, o importante é crer em algo. Mas não fazer disso um julgamento, uma doença, uma fuga. Fuga é para covardes. Tudo bem, não é de religião que vou falar.
São de pessoas diferentes. Diferença.
O importante é ter uma colina para você subir e poder gritar. Poder poder, simplesmente. E colocar tudo o que tem dentro de você para fora. Seja gritando, quebrando, pulando... Até se divertindo. Ninguém vai nos entender se nós mesmos não nos entendermos. E não podemos pedir respeito e aceitação quando nós mesmos agimos com preconceito contra nossa própria personalidade. A busca é infinita. Você vai morrer e não vai ter se descoberto por inteiro, mas o importante é se descobrir aos poucos e aceitar que a opinião sobre você mais importante é a sua própria. Não a dos pais, dos filhos, da religião, do deus cruel que pregam... É a sua. Deus quer nossa felicidade, certo? Você... Sendo diferente... É feliz? É essa a pergunta. E não ter um lugar no mundo pode ser mais interessante do que ter um lugar só seu. Depende do ponto de vista. Tudo tem seu lado bom e ruim, depende de qual lado você quer viver.
E isso é tudo. Algumas pessoas têm predisposição a ficar sozinhas, mas não é um mal terminal. As coisas podem mudar. O amor pode aparecer de novo. E quando eu digo amor... Não, eu não digo outra pessoa. Eu digo, por exemplo, no meu caso, uma viagem a Londres com a sua melhor amiga. É disso que eu 'tô falando. Aproveitar a vida no seu máximo.