
Novembro: Do Fim Ao Começo. Fiquei tanto tempo sem entrar. Sabe lá Deus quanto. Aconteceram muitas coisas desde então. Esse ano não foi positivo pra mim, todos sabem. Conhecí pessoas, de fato, ruins. Em contrapartida, conhecí pessoas maravilhosas, donas de um coração enorme. Me apaixonei por todas elas. Quando precisei, pessoas de onde menos esperava me estenderam a mão. Eu precisava fazer um post só pra agradecer; agora são 4h10 A.M., de um sábado, acabei de chegar do Baile de Debutantes da Amanda - uma das pessoas maravilhosas que conheci esse ano. Como disse, o ano não foi um dos melhores e, novembro é mágico, não sei o porquê, mas no final do ano as coisas começam a mudar. Mudar para melhor, todo ano é assim e, nesse ano não está sendo diferente. Só que nem tudo é perfeito e agora me vejo numa contagem regressiva para escolher um caminho. A cada dia que passa o tempo diminuí e é sinal de que a decisão precisa ser tomada logo. Voltar ao passado para recuperar a certeza de que tudo está bem ou continuar no lugar onde estou e ter a fé de que tudo irá melhorar? Eu me refiro ao colégio. Acredito que ninguém que esteja lendo isso esteve, alguma vez, nesse lema. Meu antigo colégio - no qual completei o fundamental - era uma casa, família para mim e meus amigos. A questão é, depois de tantas coisas, valeria a pena voltar? Lá me lembra o Vinicius, pessoa essa que eu suponho nunca mais ver na vida, isso dói admitir, mas tem um momento em nossas vidas que é necessário fazê-lo, por mais que doa. Apesar das brigas, eu sei que tinhamos uma amizade, um amor fraterno, uma história. Hoje, ler/ouvir que você nem é lembrado e que tudo o que tivemos foi uma ilusão machuca mais do que qualquer surra que eu poderia ter levado. Perdi as contas de quantas vezes eu fui dormir chorando, ou de quantos papeis eu gastei idealizando e lembrando meu passado e futuro. Há um ciclo na vida. Há um momento que, infelizmente ou não, você tem medo. Eu tenho medo há meses. Mas sou corajoso, muito. Já pensei em desistir, mas não o fiz nem o farei. Tudo isso dói, dói muito. E voltar para o lugar onde tudo isso começou seria cultivar ainda mais algo que eu luto todos os dias da minha vida para esquecer. Não há um dia que eu pense nessa situação e em como terminar com ela. Às vezes a distância ajuda, eu só sei que a decisão que eu tomar será para sempre. =) E é esse um dos principais medos.
